24 de janeiro de 2011

Mirella Zambelli

"Nos últimos dias vi o sol se pôr. E eu sempre lembrava sabe de quem? De ti. E vai continuar sendo assim. Mas não pense que é porque eu parei a minha vida. Pelo contrário, a minha vida continua, mas com lembranças e, lembranças boas".

20 de janeiro de 2011

Conto Chinês

"Há um conto chinês que narra a história de um jovem que foi visitar um sábio conselheiro e lhe falou sobre as dúvidas que tinha a respeito de seus sentimentos por uma bela moça.
            O sábio escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhe apenas uma coisa: “Ame-a”.
            E logo se calou.
            O rapaz, insatisfeito, acrescentou: “Mas ainda tenho dúvidas...”.
            Novamente, o sábio lhe disse: “Ame-a”.
            E, diante do desconcerto do jovem, depois de um breve silêncio, continuou:
          Meu filho, amar é uma decisão, não um sentimento. Amar é dedicação. Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor. O amor é um exercício de jardinagem. Arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide. Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excesso de chuvas, mas nem por isso abandone o seu jardim. Ame, ou seja, aceite, valorize, respeite, dê afeto, ternura, admire e compreenda. Simplesmente: Ame! A vida sem AMOR... não tem sentido.

E ainda prosseguiu o sábio:
A inteligência sem amor te faz perverso.
A justiça sem amor te faz implacável.
A diplomacia sem amor te faz hipócrita.
O êxito sem amor te faz arrogante.
A riqueza sem amor te faz avarento.
A docilidade sem amor te faz servil.
A pobreza sem amor te faz orgulhoso.
A beleza sem amor te faz ridículo.
A autoridade sem amor te faz tirano.
O trabalho sem amor te faz escravo.
A simplicidade sem amor te deprecia.
A lei sem amor te escraviza.
A política sem amor te deixa egoísta.
A vida sem AMOR... não tem sentido."  (Rossi, Pe. Marcelo. Ágape. Páginas 80, 90, 91).

18 de janeiro de 2011

"Ás vezes perdemos as coisas que poderíamos conseguir se não fosse o medo de tentar."

      Pietro era um jovem bonito e com um lindo sorriso, mas era tímido. Tinha apenas 17 anos. Anelise era linda, sutil e com lindos olhos cor de mel. Também tinha 17 anos. Os dois se conhecem desde os 7 anos de idade e sempre se deram muito bem. Estudaram nas mesmas escolas, iam juntos para festas e adoravam ir para praças tomar chimarrão.
      Anelise adorava o jeitinho tímido de Pietro. E ele, por sua vez, adorava a espontaneidade de Ane - Ane, era assim como ele a chamava. Na verdade, Pietro não gostava apenas da espontaneidade de Anelise. Ele a adorava por inteiro, como um conjunto.
     Essa era a parte mais interessante da história, porque Pietro era muito apaixonado por sua melhor amiga. Porém, nunca teve coragem de contar isso para ela. Até hoje me pergunto: "Por que isso? Por que não contar?", mas era uma decisão dele. Ele até que tentou. Na praça, olhou para ela e disse:
     - Ane...
     - O quê? - perguntou ela.
     - É... Eu... eu... quero outro chimarrão!
     E nunca conseguia terminar a frase e contar tudo. Ane nunca soube. Não por ele e nem a tempo.
    Tudo aconteceu quando eles estavam voltando desse passeio à praça. Ane, descuidadosamente, atravessou a rua sem o notar o carro que vinha em sua direção. Pietro, perplexo por alguns segundos, se atirou na frente do carro para salvar sua amada. Pietro, agora havia entregue sua vida. Em seus últimos segundos, fechando os olhos, conseguiu dizer para Anelise:
      - Eu te amo, de verdade.
      E Ane, em desespero, aos prantos, deitada no peito dele, susurrou:
     - Eu também te amo.

10 de janeiro de 2011

Orgulho

Tenho feito um enorme exame de consciência. Tenho pensado muito. No meio desse meu exame de consciência já encontrei muitos pontos a serem mudados, muitos a serem melhorados e até alguns pontos bons. Um dos pontos a serem mudados, que eu encontrei, foi justamente este: o orgulho. Nos últimos meses fui muito orgulhosa e não me dava conta disso. Pelo menos, não até o início desse ano. Dizem que "o orgulho vem antes da queda" e é mesmo. Decidi agir. Hoje fiz algo que, até então, não tinha imaginado fazer. Peguei esse orgulho que eu vinha tendo e, após o exame de consciência, decidi que não podia mais seguir assim. Decidi que devia deixá-lo de lado. Mas como eu faria isso? O meu orgulho não me permite largar o orgulho. Não dá, eu não consigo. Mas fui forte e pensei que deveria fazer isso. Por onde começar? Nada melhor do que começar pedindo desculpa e conversando com aquela pessoa que 'alimentava' meu orgulho. Meu coracão dizia: "vamo, Mirella! Tu consegue. É só chamar no msn". A razão dizia: "o que tu vais falar? Tu não tens que pedir desculpa. Não tens o que falar". Era como se eu tivesse entre os anjinhos, o do bem e o do mal. Optei por ouvir o coração e fiz a escolha certa. Conversei, me desculpei, quase chorei e me propus tentar me aproximar. Dei o braço à torcer. Ignorei ciúmes, orgulho e esqueci o pé atrás. O melhor é que a ideia de aproximação é recíproca. E quando soube, abri um sorrisão. Nesse momento senti um alívio, tirei um peso de cima de mim. Pude respirar fundo. Tirei uma lição. Os últimos dias têm sido conturbados. Não muito agradáveis, mas de muito aprendizado. De início, perguntei a Deus o porquê desses dias. E hoje, eu vejo uma resposta. Deus fez isso pra eu ser mais humilde, ser menos orgulhosa e mais forte. Os dias vêm e vão, tudo no seu tempo, cada dia um novo dia, um novo caminho, uma nova escolha, uma nova oportunidade. Temos que saber viver, aproveitar e se reconciliar. Posso dizer que, de agora em diante, colocarei nas minhas orações diárias, mais um agradecimento a Deus, principalmente por mais esse aprendizado e, pedirei por essa aproximação, porque... Nunca é tarde. Sempre é tempo.


Ps: Primeiro item da lista de propostas de 2011: ser menos orgulhosa.

8 de janeiro de 2011

"Aquela luz ainda não é o aviso. Acho que é o sol que manda um meteoro para clarear seus passos para Mântua. Fique um poquinho mais: partir não é preciso." Romeu e Julieta

4 de janeiro de 2011

Ponto final ou vírgula?

Tenho escrito uma história. Ela é grande, comprida, é cheia de surpresas e dá um certo trabalho. É emocionante, é alegre e também triste. Ela é cheia de pontos finais e vírgulas. Tem capítulos e parágrafos. Essa história tem um nome: vida. Não sei quando e nem como vou terminá-la. Na verdade, nem me preocupo com o final, apenas com o presente e um pouco com o futuro. É difícil escrevê-la, porque exige muita coisa, principalmente maturidade. Já escrevi momentos que exigiam carinho, atenção, esforço, sinceridade, dureza, simplicidade... Escrevi momentos que tinham alegria, sorrisos, palhaçadas. E escrevi, ainda, momentos de dor, angústia, tristeza, medo... São momentos que já foram escritos, é passado e serve de aprendizado. Mas agora, no presente, estou escrevendo algo que exige muita paciência, muita força, coragem e fé. É difícil demais, ainda mais pra alguém impaciente, como eu. É uma sensação ruim. É a continuação de um capítulo que eu nunca imaginei começar. Foi acontecendo. Confesso que esse capítulo se tornou um dos mais importantes dessa história. Fui escrevendo-o com cuidado, mas muitas vezes errei. (Errar nessa história é horrível, pois se tu passas a borracha, não apaga definitivamente, porque ficam marcas). Me arrependo de alguns erros, mas confesso que já aprendi com eles. Aprendi meio tarde. A história não estava sendo escrita como deveria, então foi decidido esperar. É... Não sei onde essa espera vai me levar. Pode ser que seja para um desfecho de capítulo ou então, para uma continuação. Estou diante de um ponto final ou de uma vírgula. Como autora, espero sinceramente que seja apenas uma vírgula cuja função é dar, apenas, uma pausa para respirar. E enquanto espero, dou uma lida no que já foi escrito, aprendo, cresço e busco melhorar, porque independente do resultado, a história continua.