"Há um conto chinês que narra a
história de um jovem que foi visitar um sábio conselheiro e lhe falou sobre as
dúvidas que tinha a respeito de seus sentimentos por uma bela moça.
O sábio
escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhe apenas uma coisa: “Ame-a”.
E logo se
calou.
O rapaz,
insatisfeito, acrescentou: “Mas ainda tenho dúvidas...”.
Novamente,
o sábio lhe disse: “Ame-a”.
E, diante
do desconcerto do jovem, depois de um breve silêncio, continuou:
Meu
filho, amar é uma decisão, não um sentimento. Amar é dedicação. Amar é um verbo
e o fruto dessa ação é o amor. O amor é um exercício de jardinagem. Arranque o
que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide. Esteja
preparado porque haverá pragas, secas ou excesso de chuvas, mas nem por isso
abandone o seu jardim. Ame, ou seja, aceite, valorize, respeite, dê afeto,
ternura, admire e compreenda. Simplesmente: Ame! A vida sem AMOR... não tem
sentido.
E ainda prosseguiu o sábio:
A inteligência sem amor te faz
perverso.
A justiça sem amor te faz
implacável.
A diplomacia sem amor te faz
hipócrita.
O êxito sem amor te faz
arrogante.
A riqueza sem amor te faz
avarento.
A docilidade sem amor te faz
servil.
A pobreza sem amor te faz
orgulhoso.
A beleza sem amor te faz
ridículo.
A autoridade sem amor te faz
tirano.
O trabalho sem amor te faz
escravo.
A simplicidade sem amor te
deprecia.
A lei sem amor te escraviza.
A política sem amor te deixa
egoísta.
A vida sem AMOR... não tem
sentido." (Rossi, Pe. Marcelo. Ágape. Páginas 80, 90, 91).